P
ara facilitar para todos e não ficar solicitando que A ou B publique aqui no blog alguma coisa, resolvi me atrever a tomar essa iniciativa a partir da mensagem de nosso colega Marcelo.
Foi uma grande gentileza de nosso colega, disponibilizar para todos a reportagem publicada na edição nº 2164 de 12/05/2010 da revista Veja. Não sei as páginas pois não tive acesso a esta informação.
Mas, o importante, é expô-la aqui, para todos lerem e trocarmos idéias e tecermos considerações a respeito.
Estou disponibilizando o texto através de um link para o 4shared para facilitar uma vez que como o texto é muito longo, fica pouco prático colocá-lo aqui no blog uma vez que postagens muito longas ficam pouco atrativas. (para ter acesso à reportagem, clique no link abaixo)
Reportagem da Revista Veja sobre o Construtivismo
Acrescentei mais alguma coisa ao texto enviado por Marcelo pelo grupo, deixando já na reportagem, o texto oriundo de um link existente na (A Desconstrução do Construtivismo) e abaixo, disponibilizo um filme (Escola Construtivista) também oferecido pela reportagem através de um link.
ara facilitar para todos e não ficar solicitando que A ou B publique aqui no blog alguma coisa, resolvi me atrever a tomar essa iniciativa a partir da mensagem de nosso colega Marcelo.Foi uma grande gentileza de nosso colega, disponibilizar para todos a reportagem publicada na edição nº 2164 de 12/05/2010 da revista Veja. Não sei as páginas pois não tive acesso a esta informação.
Mas, o importante, é expô-la aqui, para todos lerem e trocarmos idéias e tecermos considerações a respeito.
Estou disponibilizando o texto através de um link para o 4shared para facilitar uma vez que como o texto é muito longo, fica pouco prático colocá-lo aqui no blog uma vez que postagens muito longas ficam pouco atrativas. (para ter acesso à reportagem, clique no link abaixo)
Reportagem da Revista Veja sobre o Construtivismo
Acrescentei mais alguma coisa ao texto enviado por Marcelo pelo grupo, deixando já na reportagem, o texto oriundo de um link existente na (A Desconstrução do Construtivismo) e abaixo, disponibilizo um filme (Escola Construtivista) também oferecido pela reportagem através de um link.
10 comentários:
Dei uma breve lida na reportagem agora... nao li em detalhes...
Mas o que vejo, por exemplo, é a falta de fontes, quando a reportagem diz: "Pesquisas mostram..." ou "estar provado..". Então, nos perguntamos: está provado por quem? que pesquisa prova que o método tradicional é mais eficiente? é estranho... pois ele fala que são comentários de "especialistas" e sabemos que quase a totalidade dos pesquisadores de nossa área defendem o ensino construtivista, visto que o método tradicional está ultrapassado e não dá mais conta do aluno que recebemos hoje em nossa sala de aula.
Mas também devemos fazer um contra-ponto... acho que não devemos levar essa reportagem APENAS como uma queda de braço entre grupos "tradicionais" x "construtivistas". Por que será que tanta gente ainda critica o construtivismo, mesmo sendo tão óbvio (pelo menos, para nós) seus benefícios? (além dos motivos financeiros, econômicos e etc?). Será que o construtivismo que defendemos é o mesmo construtivismo que aplicamos (ou tentamos aplicar?).
A maioria das pessoas que criticam o construtivismo argumentam a falta de rigor e a abordagem fraca de conteúdos específcos. É como se o foco principal da aula construtivista fosse o ensino de valores, contextualização e etc e os conteúdos específicos ficassem em segundo plano. Nem Piaget e nem Vygotsky, citados no texto de Marcelo, defendiam essa falta de ênfase nos conteúdos específicos.. mas é o que, infelizmente, acontece hoje.
Já tive a oportunidade de seguir e analisar várias sequências didáticas com o rótulo de "construtivista" e percebi essa deficiência no conteúdo específico. Muitas vezes, ao final de cada aula se avaliava os valores que o aluno construiu para sua vida do que a aprendizagem do conceito em si... vejam... uma coisa NÃO EXCLUI a outra... não quero dizer que a formação do cidadão e construção de valores não devam ocorrer na sala de aula... mas isso se torna um problema quando o conteúdo específico é deixado em segundo plano ou até mesmo esquecido. Uma das propostas da prática construtivista é observar se o aluno, depois de ter CONSTRUÍDO seus significados a cerca de um conceito, consegue APLICAR este no seu dia-a-dia, tendo a capacidade de generalizar e usá-lo em diversas situações... inclusive aquelas em que circulam valores morais.
Acho que o pessoal que trabalha com o ensino por CTS tem um grande desafio... pois essa proposta consegue relacionar bem conteúdo específico, tecnologia e impactos sociais dessa tecnologia e dessa ciência.
Em fim... se queremos que o construtivismo seja bem visto e aceito (e olhe que a vários anos que lutamos por isso), devemos primeiro olhar para nossa prática construtivista em sala de aula.. pois, muitas vezes, a crítica é por causa de nós mesmos que não sabemos pensar de forma construtivista (de forma a articular contexto, valores morais e conteúdos específicos).
Lebrando que construtivismo não é método. É, acima de tudo, ideologia... é um modo de olhar pra sala de aula.. um modo diferente de olhar a aprendizagem. É um paradigma que, mesmo tendo surgido a vários anos, ainda luta para se concretizar.
Desculpem os possíveis erros de português ou concordância... não revisei o texto antes de postar...
Concordo com o João, senti falta das fontes.
Realmente, eu vejo a maioria dos pesquisadores em educação defenderem a bandeira do construtivismo e me assustei ao ler esta reportagem onde "especialistas comprovam o contrário do que pensamos sobre o construtivismo".
Em minha opinião o que acontece é que o mais cômodo, menos trabalhoso, é manter as coisas como estão. Sem esquecer, também, da falta da instrução adequada aos professores, conhecer as idéias é uma coisa, saber como aplicá-las é outra... principalmente na realidade que vivemos.
Sei que não é fácil. Nós que tivemos experiências em ensino fundamental, ensino médio, pré-vestibular... sabemos o quanto é complicado tentar mudar as concepções de ensino dos corpos docentes e discentes de uma instituição. Os professores, seja por não acreditar nos alunos ou por não acreditar em si mesmos, ou, muitas vezes, pelos próprios dirigentes, que lhe taxam como "inventores de moda" não se sentem estimulados a pelo menos tentar. Tudo conspira contra a tentativa da nova prática!
Os próprios alunos preferem os "decorebas" ao raciocinar, mais uma vez vem a comodidade aparecer neste contexto...
Creio que os argumentos usados na revista, de que esta prática acaba por perder conteúdos importantes não fazem sentido, ou até fazem. Isso acontece quando há exagero de simplificação dos conteúdos, generalização e excesso de analogias sem um maior cuidado, isso "facilita" o processo de ensino-aprendizagem, porém muitos problemas acabam sendo gerados.
Creio que só criticar sem procurar as reais causas, não pseudo-causas, não irá resolver nossos problemas. Sabemos que a prática, dita, tradicional não tem a eficácia que gostaríamos, pois não há flexibilidade no conhecimento “adquirido”, e que o “construtivismo” (comercial) adotado por algumas escolas têm gerado um sentimento de descrença total. Então, se nem a primeira nem segunda prática são eficazes, qual será o futuro da educação? E nós professores, qual serão nossas funções? Fica a pergunta...
Minha esperança é que nós, professores da nova geração, possamos plantar a sementinha da conscientização nos novos professores!
Iris
"Creio que os argumentos usados na revista, de que esta prática acaba por PERDER CONTEÚDOS IMPORTANTES não fazem sentido, OU ATÉ FAZEM. Isso acontece quando HÁ EXAGERO DE SIMPLIFICAÇÃO DOS CONTEÚDOS, generalização e excesso de analogias SEM UM MAIOR CUIDADO..."
Pois é exatamente isso que ocorre com muitas práticas construtivistas... infelizmente. Muitos professores confundem o construtivismo com qualquer outra coisa que não é construtivismo... rsrsr.. acho que se a revista critica neste ponto é porque realmente isso acontece (como já disse em meu primeiro post, já fui testemunha disso... de aulas "construtivistas" que davam mais ênfase na contextualização e construção de valores sociais do que na aprendizagem dos conceitos científicos.. e como também já disse, UMA COISA NÃO EXCLUI A OUTRA). Acho que os professores que se dizem "contrutivistas" devem refletir na sua prática e pensar se aquilo que eles fazem é mesmo construtivismo... isso evitaria muitas críticas.
Pois é, João. O problema, na minha opinião, é que muitas destas escolas "construtivistas" adotam essa postura por "estar na moda", sem a menor responsabilidade, o que gera essa idéia errônea da prática (que não funciona... que não se aborda conhecimento em nível significativo...), estão mais preocupados em "vender o produto". Não estou generalizando, claro, mas boa parte é assim, não fazem idéia do que estão fazendo.
Queridos
Posso estar errado no que vou afirmar agora!
Não perco tempo em ler reportagens da VEJA, onde o "especialista" em educação é um ECONOMISTA (Cláudio Castro). Prefiro perder meu tempo debatendo sobre informações e fontes confiáveis!
Abraços,
Marcelo Carneiro Leão
Meus caríssimos colegas, professoras e profesores.
Não concordo inteiramente com o Prof. Marcelo quando diz que não devemos "perder tempo" debatendo sobre informações e fontes não confiáveis. Concordo com ele quando diz que reportagens da Revista Veja não valem a pena serem lidas. Isso como regra geral, por ser uma revista, a meu ver (e acredito que também no dele) tendenciosa e sem a necessária fundamentação teórica. E concordo também que devemos selecionar as coisas sobre as quais devemos debater.
Entretanto, neste caso em particular, precisamos ler e comentar pois, como seres sociais que somos, ficaremos alienados caso não nos apropriemos deste conteúdo e, mais ainda, estaremos, como formadores de opinião que somos, abdicando de uma excelente oportunidade de divulgar e "ensinar" aos que não sabem ou, para os que sabem alguma coisa e para os que conhecem sobre o assunto, mas de modo inteiramente distorcido, como é o caso do autor da reportagem. Mas também é o caso da professora que na edição seguinte, dá um depoimento bem identificado com o autor da reportagem. A revista em questão, tem uma tiragem de algumas centenas de milhares de exemplares e estas revistas são lidas! A escola, a sociedade, nós, não podemos estar alheios a isto. Ainda que seja para combater como é o caso do Big Brother, que hoje foi comentado na sala que é necessário assistir para "estar por dentro".
Por isso, acho muito pertinente, a nossa apropriação do tema, bem como, estudarmos e discutirmos, o que fazer, para corrigir essa visão distorcida que a sociedade como um todo possui a respeito do construtivismo.
Voltarei ainda ao assunto mas vou postar esse comentário para "ouvir" o que outras pessoas têm a dizer.
Abraços.
Alberto Valença.
Respeitando o ponto de vista de meu colega Marcelo (não, não somos parentes! rssss), acredito que nosso papel é ter uma postura crítica diante do mundo, no cotidiano, frente às mesmas fontes que se apresentam a todos.
Concordo com Marcelo na medida que o "especialista" é inadequado para gerir os pontos de vista que apresenta; isto é fato. Basta acompanhar a linha editorial da revista para observar tendenciosidade, numa perspectiva tradicional e conservadora. Por outro lado, este é um texto publicado numa das revistas de maior circulação do país.
Entretanto, não me sinto a vontade para desconhecer o que se apresenta ao público em geral. Acredito que um olhar crítico e reflexivo é que nos diferencia a cada dia de atuar como um Homer Simpson.
Sou assinante da Veja há anos. Como em tudo, há aspectos positivos e negativos na linha editorial. Cabe a mim, leitora, "filtrar" e "criticar" o que considero inadequado, reconhecendo a importância da mídia como formadora de opiniões(ou pelo menos de grande influência neste aspecto).
É a primeira vez que participo de um forum virtual a respeito de um tema. Sinto-me um tanto quanto tímida, porém estou convicta da liberdade de expressão e do respeito que permeiam este grupo, em particular. Divergir nas opiniões e perspectivas é normal - são olhares que se cruzam frente a um mesmo objeto.
Sou uma convicta defensora do construtivismo. Discordo das opiniões expressas na matéria em questão. Penso que o referido texto é tendencioso, além do embasamento teórico inadequado para referenciar o conteúdo exposto. Como citado em outros posts sobre o tema, a ausência de fontes e referenciais confiáveis é gritante. Este é o meu olhar pessoal frente ao texto.
Sinto-me feliz em contribuir para a construção de uma fração mínima de conhecimento a partir de uma experiência acumulada. A experiência de rever dissertações defendidas na área de Biologia sob nossa orientação (direta ou indireta), lado a lado com o egresso do Programa tem sido extremamente salutar para mim. É natural que os recém-chegados ao grupo se sintam um pouco tímidos; entretanto, em minha percepção, nossa experiência até o momento foi enriquecedora. Sem pudor, eu também me exponho ao olhar de meus alunos e meus colegas. Aceito seus olhares, posicionamentos e questões; porém, antes de tudo, reflito. Tenho consciência que fiz o melhor possível naquele momento da minha trajetória e do meu amadurecimento. Contudo faz-se necessário sempre rever e repensar como crescer e trabalhar melhor.
Em paralelo, é maravilhoso perceber a maturidade intelectual deste grupo, na medida que refletem, articulam experiências e visões do mundo. Hoje, em especial, foi maravilhoso o momento da construção dos mapas conceituais sobre Spiro e Capra; foi estimulante ouvir os depoimentos; é uma oportunidade única perceber o crescimento do grupo. Tais resultados são fruto de um olhar construtivista, de uma fundamentação construtivista, de uma sequência didática construtivista. Admiro e quero este viés para minha prática, ainda que meus pares não percebam ainda o sentido do que busco realizar.
Considero curiosa a facilidade em "desconstruir" toda uma teoria, sem apresentar teorias, referenciais, ... Mas está aí, publicado, independente de minha vontade ou minha opinião. Cabe a mim, como professora e cidadã, ler, refletir, filtrar.
[Enquanto escrevo e reviso este post, observo que Alberto também se posicionou sobre o tema. Há muito em comum em nossas perspectivas]
Abraços,
Ana Maria C. Leão
Queridos Amigos
Acho que fui mal entendido.
Não quiz dizer que debater sobre informações, idéias, etc, sejam elas quais forem não seja importante. Ao contrário, acho extremamente salutar o debate, pois é através dele que crescemos. Entretanto, em relação a este caso, foi mais um DESABAFO, de quem não aguenta mais ver uma grande parte da imprensa agir de forma parcial, enganosa, tendenciosa, etc.
Peço desculpa a todos, mas não foi um comentário no sentido de desvalorizar o debate. Talvez seja a idade (ficando velho!!!). A gente vai ficando menos tolerante, mais impaciente, etc.
Um grande abraço a todos.
Marcelo Leão
Sem dúvida, Marcelo. Quem conhece você entende perfeitamente este desabafo e a natureza de sua colocação que agora está bem mais clara. O assunto surgiu em sala ontem, de forma que quis trazer o assunto novamnte a tona.
Apesar da minha pouca familiariedade com esta ferramenta, usar um blog e me expressar por escrito está sendo uma experiência muito boa e que pretendo desenvolver em minha prática. Preciso me apropriar de mais conhecimentos e gostaria de contar com sua ajuda, quando possível.
Abraços!
Ana Maria
Concordo com a profª Ana, quem conhece Marcelo entende suas palavras.
Não quis comentar na sala, pois "peguei o bonde andando", e aqui não o fiz porque havia entendido o sentido do post dele. Como trabalho com o mesmo desde 2007, sei que toda discussão relacionada a nossa prática é extremamente válida em sua concepção e que realmente foi um desabafo.
E profª Ana, você está indo muito bem com a ferramenta! =)
Mas enfim, tem sido boa a discussão! Vamos nessa pessoal, participar mais!!!
Abs a todos!
Iris
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